sábado, 7 de março de 2015

Rádio RoRamos

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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Telefonema

Alô amigo!
Desculpe a conversa pouca
e fiada
Desculpe o pouco tempo,
os maus adjetivos
E se não falo do nosso glorioso passado.
Desculpe se não dou atenção ao que você diz,
se não reclamo desta vida atoa que vivemos.
Não quero perguntar nada,
nem saber mais do que as horas que passam.
Desculpe este papo furado.
Desculpe o “como vai” apressado
E se não participo de tua nova angústia
Na verdade não sei o que dizer,
eu nunca soube,
Mas isso você já sabe.
Desculpe minha cabeça voando,
Esta falta de assunto
E se falo alto, cantando,
Mas acontece coisa rara aqui dentro de meu peito,
meu velho amigo:
Estou feliz.
E tenho muito medo disto

terça-feira, 22 de março de 2011

Eu, narciso


Conversando com meu filho Jeremias hoje, pela madrugada, sobre namoricos e outras dificuldades de um jovem adolescente de quase 13 anos, me deparei com o fato de, assim como eu na sua idade, estar na mesma cidade e, guardada as proporções que o tempo impõem, a mesma insegurança ao trafegar por caminhos desconhecidos.
Lembro-me que naquela época, como agora, eu gostava de ter uma pessoa ao meu lado. Eu gostava de gostar e sonhava sofrer um grande amor. Sofrer. É claro que eu pensava em algum tipo de sacanagem mas, não tenho certeza de que era o mais importante.
Quando eu namorava eu me achava bonito e feliz. Essa era a diferença. E, pra falar a verdade, ainda hoje essa é a diferença,
Vendo essa foto, atualizada no dia da posse dos deputados do Estado de São Paulo, penso que estou lindo porém, muito pouco amado.
As coisas mudam. Mas a realidade é que me sinto muito só.
Ao ser perguntado sobre qual seria a dificuldade para que meus sonhos realizassem, pasmado verifiquei que a grande dificuldade é não ter sonhos. Isto é o fim, final.

Somos São Paulo

Vaganbudeio pela cidade de bar em bar
Estou só em São Paulo
São Paulo nunca consegue ser simpática

Atravesso as ruas com muito cuidado
Todos se atropelam pelos caminhos
Sei que não conheço quase ninguém para dizer: alô!

Sei que eles são apressados e se atropelam
Estou sozinho em São Paulo, com muito receio
Andando por aqui e ali

Sem rumo

Enquanto meus olhos procuram estrelas no céu
Passam dias e noites e é inverno
As pessoas se amontoam "desordaniariamente"

Um cara é detido por um grupo policial,
Ele parece triste e cansado
É bom estar, pelo menos, vivo

É, eu sei

É bom viver em paz todos os dias,
Todos os anos
É, isto eu também sei,

Mas o rapaz parece muito triste
E meus olhos procuram estrelas no céu

Eu não vejo rostos bonitos de se olhar
não sei de caminhos
Apenas estou aqui e não sei grande coisa

Grama cinza,
Olhos ardendo,
Céu carregado.

Deus abençoai o sofrimento e a esperança oculta.
Estou aqui para dizer sim e mal consigo falar,
Mas continuo procurando estrelas no céu