terça-feira, 22 de março de 2011

Eu, narciso


Conversando com meu filho Jeremias hoje, pela madrugada, sobre namoricos e outras dificuldades de um jovem adolescente de quase 13 anos, me deparei com o fato de, assim como eu na sua idade, estar na mesma cidade e, guardada as proporções que o tempo impõem, a mesma insegurança ao trafegar por caminhos desconhecidos.
Lembro-me que naquela época, como agora, eu gostava de ter uma pessoa ao meu lado. Eu gostava de gostar e sonhava sofrer um grande amor. Sofrer. É claro que eu pensava em algum tipo de sacanagem mas, não tenho certeza de que era o mais importante.
Quando eu namorava eu me achava bonito e feliz. Essa era a diferença. E, pra falar a verdade, ainda hoje essa é a diferença,
Vendo essa foto, atualizada no dia da posse dos deputados do Estado de São Paulo, penso que estou lindo porém, muito pouco amado.
As coisas mudam. Mas a realidade é que me sinto muito só.
Ao ser perguntado sobre qual seria a dificuldade para que meus sonhos realizassem, pasmado verifiquei que a grande dificuldade é não ter sonhos. Isto é o fim, final.

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