quarta-feira, 6 de abril de 2011

Telefonema

Alô amigo!
Desculpe a conversa pouca
e fiada
Desculpe o pouco tempo,
os maus adjetivos
E se não falo do nosso glorioso passado.
Desculpe se não dou atenção ao que você diz,
se não reclamo desta vida atoa que vivemos.
Não quero perguntar nada,
nem saber mais do que as horas que passam.
Desculpe este papo furado.
Desculpe o “como vai” apressado
E se não participo de tua nova angústia
Na verdade não sei o que dizer,
eu nunca soube,
Mas isso você já sabe.
Desculpe minha cabeça voando,
Esta falta de assunto
E se falo alto, cantando,
Mas acontece coisa rara aqui dentro de meu peito,
meu velho amigo:
Estou feliz.
E tenho muito medo disto

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